21 de fevereiro de 2008

O corrector horto gráfico

O corrector horto gráfico
Que vinha comeu PC
Ele em contra os erros todos
Que uma pessoa não vê

Soca rego num sinal
E ele em segui da medis
Noteis tu que eu escrevi
Os erros todos que eu fixe

E pás palavra Zé radas*
Ele propõe mãe geral
Formas correctas que eus colho
E cu rijas que tão mal

Das muitas Grã desajudas
Que o computa dor me dá
A de corri giros erros
É das maiores que à.

[O poema inspira-se (a primeira quadra é quase uma tradução, se se pode traduzir um poema assim...) em “The Spell-Checker Poem, Candidate for a Pullet Surprise” de Mark Eckman e Jerrold H. Zar)


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*Eu confesso que antes de escrever este texto não fazia ideia que a palavra rada existia em português. Conhecia rade, em francês, que é a sua palavra mãe, mas não fazia ideia que se podia também chamar assim em português a um “porto abrigado por terras mais ou menos altas”, como explica o meu dicionário...

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