12 de setembro de 2012

Os caminhos da vida, como se costuma dizer


Mais uma metáfora vazia, ou seja, que não o é de nada em especial, mas que provavelmente se pode aplicar a vários acontecimentos ou a vários aspetos da vida ‒ ou à vida em geral, se é que tal coisa existe…:
Pode escolher-se encher mais ou menos os pneus de uma bicicleta. Se se os encher mais, a fricção no solo é menor e a bicicleta torna-se mais leve, mas sente-se mais qualquer irregularidade do pavimento; se se os deixar mais vazios, sente-se menos ao passar por pedrinhas, lombas ou buracos, mas tem de se fazer mais força ao pedalar.
Já uma vez, há muitos anos, tinha escrito em Moçambique uma coisa semelhante, também sobre pneus (mas pneus de carro) e as estradas da Alta Zambézia:
A vida é assim: se andamos na lama, temos de ter pneus fininhos, porque não há maneira de ficar à superfície e então o melhor é ir ao fundo o mais depressa possível, para agarrar solo firme; se andamos na areia, o melhor é ter pneus tão largos quanto possível, para não irmos tanto ao fundo, porque não há solo firme lá em baixo e, se nos enterrarmos mesmo, já não saímos. E vão sempre alternando, pela estrada fora, lama e areia, mas não se pode andar a mudar de pneus de cinco em cinco minutos...

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