2 de abril de 2013

Relativismo, diz ele

Conheço um pessoa que, quando quer realçar que mora mesmo ao pé da praia, diz que tem a praia mais próxima a uns 300 metros de casa, se tanto; e que, quando fala do percurso diário de jogging, conta um quilómetro de casa à mesma praia. A praia em questão, tive já oportunidade de o constatar, nunca sai do mesmo lugar, independentemente do que essa pessoa diga da sua situação.

Que tudo é relativo? Que 600 metros de esforço são mais compridos que 600 metros de prazer? Ó filho, deixa-te disso!, como dizia a minha saudosa avó. A questão é antes saber quando é que à despreocupada falta de rigor ‒ ao sabor do sentimento ou da conveniência, é conforme ‒ se pode começar a chamar simplesmente mentira.

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