Os dinamarqueses, que não têm citrinos na sua terra, nunca inventaram palavra específica para dizer os gomos de uma laranja ou de uma tangerina. Quando precisaram de referir as partes em que está dividida a polpa desses frutos, chamaram-lhe båd, “barco”, uma palavra que existe desde sempre, claro, num país onde nunca se pode estar a mais de meia centena de quilómetros do mar.
Conheço aqui pouca gente e há conversas que não tenho com quem ter. Aqui fica metade dessas conversas. Não querem contribuir com a metade que falta? [Foto da Travessa do Fala-Só de Rodrigo Cortez]
Quem se interessar pelo português falado em Moçambique pode visitar um faz-de-conta-que-blogue que eu fiz, que é, de facto, um glossário de moçambicanismos.
Aqui fica um endereço de e-mail, para o caso de alguém querer comentar ou discutir alguma coisa do que eu para aqui vou escrevendo:
A disposição das imagens está calculada para um ecrã de computador. A maior parte das páginas do blogue vêem-se e lêem-se mal nos formato de tablet ou telemóvel. Aconselho, por isso, que, para ler as páginas do blogue em tablets ou telefones, escolha a opção «Ver a versão da Web».
Gralhas, há muitas. Está visto que não sirvo para revisor, e muito menos dos meus próprios textos... Um pedido, então, à malta amiga que por aqui passar: deixem-me correcções nos comentários, sim?
Já agora, peço também que me digam, se encontrarem links que tenham deixado de funcionar. Antigamente, fazia uma revisão regular dos links, mas agora a Travessa tem muitos textos e muito texto, e uma revisão dessas demora mais tempo do que aquele que normalmente tenho para dedicar ao blogue.
Ah, a propósito de links: Como todos os textos têm uma data de publicação, acho desnecessário estar a escrever em cada link a data de acesso – assumo que a data de todos eles é a data de publicação do post onde eles vêm.
E muito obrigado!
A partir de agosto de 2011, passo a escrever com a nova ortografia.
António Lobo Antunes
-
Na hora da sua morte, foi esta a primeira ideia: tenho tanto para
agradecer!"Eu sou o mais velho e, ao nascer, quase a matava de uma
eclampsia. Depois de ...
Aquém e além do Carmo
-
Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025
Ao fundo do Largo do Pelourinho, começa a subida para o Carmo. A Ladeira do
Carmo é uma rua estreita, íngreme, em...
-
Dou por certo que um, ou outro de nós já passou, num dia normal, numa
qualquer rua estreita e sentiu um familiar odor que lhe fez lembrar um
velho tempo...
O Palácio de Golestão em Teerão
-
Além dos cerca de 800 mortos iranianos incluindo as mais de 100 meninas de
uma escola no Sul do Irão e dos múltiplos edifícios residenciais
destruídos...
VIVACIOUS WOMEN
-
In the years before Google searches, stock images and photo banks, every
illustrator compiled their own personal collection of reference pictures.
Th...
Quatro anos de guerra e a democracia na Europa
-
Há quatro anos, na noite em que começou a invasão da Ucrânia pela Rússia de
Putin, um conhecido major-general português, que se intitula especialista
em ge...
O segredo de Clara
-
Dedicado a Clara Silva Clara Soler, ilustradora editorial em Barcelona,
apaixona-se pelo pintor José Luís Iturri, um artista emergente já célebre
na socied...
Peces del mar
-
*Para Tamás,*
*en su cumpleaños*
Cuando viene Tamás a Palma oficiamos dos rituales que aseguran la felicidad
de los días que pasaremos juntos. Primero...
Sem comentários:
Enviar um comentário