E se algumas pessoas (todas é um número grande demais para caber numa conjectura deste tipo…) trouxessem já consigo à nascença um utópico ideal de organização geométrica, de superfícies lisas e regulares? A Siri, a minha filha mais nova, para quem o mundo pouco mais é do que Chimoio, e para quem, portanto, as ruas normais deveriam ser as ruas que aqui há, quer sempre obrigar-me a dar voltas grandes, no caminho da escola para casa, para poder seguir as ruas mais arranjadinhas, ou, como ela diz, sem buracos. Já me explicou várias vezes que detesta buracos e hoje, num tom arreliado, perguntou-me literalmente assim:
“Mas pai, porque é que tem de haver buracos na vida?”
Memória futura (31)
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Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025
Mais à frente, quase a chegar à Catedral, encontra-se o Monumento Zumbi dos
Palmares, com escultura de bronze, da...
Há 20 horas
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