13/05/26

De hipocrisias


Dizia António Aleixo[1]

Só quando a hipocrisia
cair do seu pedestal, 
nascerá, dia após dia, 
um sol p’ra todos igual.

Em D. Juan , Molière põe na boca de D. Juan um louvor da hipocrisia que não pode deixar de ser entendido como uma crítica devastadora[2]:

SGANARELLE: Ora essa! Não acreditais em absolutamente nada e quereis, ainda assim, fazer-vos passar por homem de bem?

D. JUAN: E porque não? […] Isso deixou de ser vergonha: a hipocrisia é um vício da moda, e todos os vícios da moda passam por virtudes. A personagem do homem de bem é a melhor de todas as personagens que se pode interpretar. […] É neste favorável refúgio que quero abrigar-me e pôr em segurança os meus bens. Não abandonarei os meus doces hábitos; mas terei o cuidado de me esconder e divertir-me-ei sem dar muito nas vistas. Se vier a ser descoberto, sem mexer um dedo, verei toda a camarilha defender os meus interesses e serei defendido por ela contra todos. Enfim, é esse o verdadeiro meio de fazer impunemente tudo o que me aprouver. Tornar-me-ei censor das ações alheias, direi mal de toda a gente e só terei boa opinião de mim próprio.

A hipocrisia, na literatura e na vida real, é alvo de contumaz e veemente reprovação. A mim, porém, sempre me pareceu estranha essa tão espalhada sanha contra a hipocrisia. Deve mesmo ser colocada numa posição cimeira na lista dos crimes contra a igualdade ou a justiça? 

Creio que, o mais das vezes, a condenação da hipocrisia é a priori: as pessoas aprendem que a hipocrisia é má e não sentem nunca necessidade de repensar a questão — o que eu compreendo perfeitamente —, pelo que a sua condenação é um adquirido com sólidas raízes no senso comum.

Quando comecei a refletir sobre a hipocrisia, porém, não encontrei, nem nas minhas reflexões, nem em diálogos com outros, razões que justificassem a habitual veemência da sua condenação. Aliás, inicialmente nem sequer encontrei razões para a condenar. Pensei: se alguém disser que se deve fazer uma coisa e fizer o contrário do que afirma dever fazer-se, ou condeno a afirmação ou condeno a ação, pelo que, obviamente, concordo sempre com uma das duas — exceto em casos raríssimos em que não tenho uma posição relativamente a nenhuma delas. Um exemplo típico de dissonância entre o que se defende publicamente e as ações praticadas é uma pessoa afirmar que não se deve ter sexo fora do casamento e, mais ou menos às escondidas, praticar o que diz que não se deve. Agora, das duas uma: ou eu defendo o mesmo que essa pessoa, e condeno, por isso, a sua infidelidade conjugal, ou considero errada a prescrição da monogamia e condeno a sua afirmação. Por outras palavras, assentei em que o que posso avaliar moralmente são ações — incluindo afirmações de caráter moral, que são um tipo de ação. Parecia-me, porém, moralmente irrelevante criticar a incoerência entre aquilo que alguém afirma dever praticar-se e a prática real, porque essa incoerência não é, em si mesma, uma ação, nem sequer propriedade ou caraterística de uma ação.

De que falamos quando falamos de hipocrisia? 

A definição de hipocrisia em que baseei esta minha reflexão inicial («contradição entre o que uma pessoa apregoa que se deve fazer, e o que essa mesma pessoa faz — Que bem prega frei Tomás…») é uma definição claramente insuficiente, se não mesmo muito enviesada, e é esse o primeiro defeito que a reflexão tem. Dei-me conta disto ao diversificar os exemplos de contradição entre o que se diz e que se faz e avaliando até que ponto essa contradição é ou não criticada como hipocrisia. E às vezes não é. E, outras vezes, chama-se hipocrisia a outra coisa.

Voltando ao exemplo já referido (e que, por típico, vou continuar a usar ao longo do texto), uma pessoa que defenda a monogamia e tenha relações sexuais extraconjugais pode ser facilmente acusada de hipocrisia tanto por quem está de acordo com o que ela afirma dever fazer-se como por quem o não defende. Se, porém, uma pessoa defender o amor livre e se mantiver fiel a uma pessoa, creio que ninguém o acusará de hipocrisia. Parece, pois, que hipocrisia não se pode definir como sendo apenas toda a incoerência entre a moral que uma pessoa defende e as ações que efetivamente pratica. Pensei então, ao analisar estes exemplos, que podia há uma assimetria na aceitação à partida do que se diz e do que se faz, e que, para que alguém seja considerado hipócrita talvez seja preciso que a moral que preconiza, e que trai, seja dominante na comunidade em que essa pessoa vive — seja o que geralmente se considera «o bem». 

Este conceito de moral dominante parecia, contudo, ser algo elástico… Se uma pessoa pregar que é necessário que cada um de nós se empenhe individualmente na redução das emissões de dióxido de carbono e passar a vida a andar de avião, há, provavelmente, maior consenso quanto à sua hipocrisia que quanto à necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono. A ideia de reduzir emissões de carbono talvez seja, porém, considerada positiva por alguém que a ache demasiado radical para a assumir. Uma pessoa que a prega será vista como estando a pregar «o bem», um pouco da mesma forma que uma pessoa pregando a caridade será vista como estando pregando «o bem» mesmo por quem não a considera seu dever, mas também não a considera errada. Agora, parecia-me que uma pessoa vegetariana apanhada a comer carne nas férias, alegando, por exemplo, que é muito difícil encontrar comida vegetariana onde está, seria mais facilmente considerada hipócrita por outra pessoa vegetariana do que pelas outras pessoas. Mas tinha dúvidas. 

Não me foi fácil encontrar exemplos de propostas morais que sejam completamente opostas à moral dominante. Poderíamos supor que uma pessoa defende publicamente o velho princípio proudhoniano de que a propriedade é um roubo e se revela, na prática, cioso da sua propriedade. Haverá quem a acuse de ser hipócrita? Provavelmente, sim, mas só por quem, como ela, defende, a anulação do direito de propriedade. Ou seja, neste caso, para que uma pessoa seja considerada hipócrita, pareceu-me ser necessário que o comportamento que ela diz defender seja também defendido por quem o considera hipócrita. 

Notei que outras vezes, porém, uma pessoa pode considerar que há hipocrisia relativamente à defesa de valores que não são dominantes nem de alguma forma considerados «bem» por essa mesma pessoa: ouvi, por exemplo, uma pessoa assumidamente de direita e que não defende de modo algum que se deva ter os filhos na escola pública criticar, por hipócrita, um político de esquerda que, dizia ela, «defendia a escola pública, mas tinha os filhos numa escola privada». 

Enfim, para ter uma ideia mais justa do que significa de facto hipocrisia/hipócrita teria de analisar um número muito maior de contextos orais e escritos em que o termo fosse utilizado, o que não sei se alguma vez chegarei a fazer... Chegado este ponto da reflexão, e mesmo não tendo chegado a uma definição de hipocrisia que abarcasse todas as suas utilizações, tinha constatado que a minha definição inicial era inexata.

E se hipócrita fosse um termo vago indicando apenas fingimento, sem mais, e que pudesse, por isso, ser usado em circunstâncias muito diversas[3]? Pareceu-me provável. 

Dos dicionários que consultei, em português e em línguas próximas, o do CNRLT é o que dá uma definição de hipocrisia mais completa e mais organizada , que cobre, de facto, as definições de todos os outros e que insiste, precisamente, na noção de fingimento. A primeira aceção é (traduzo eu): «Caráter de quem esconde a sua verdadeira personalidade e finge — na maioria das vezes por interesse — ter opiniões, sentimentos ou qualidades que não possui. (…) Sobretudo, fingimento de extrema piedade ou falsa devoção», como em «a hipocrisia dos fariseus ou de Tartufo». E a segunda aceção é: “Caráter do que carece de sinceridade, daquilo que está imbuído de fingimento e/ou duplicidade [«a hipocrisia de uma atitude, de uma promessa, de um olhar, de um sorriso»], nomeadamente o «carácter (de uma instituição) que reflete a má-fé das pessoas que estão na sua origem e/ou que a aprovam; carácter que tende a encobrir a realidade», como em «a hipocrisia das leis»[4].

Aliás, parece nem ser necessário que haja incoerência entre o que se apregoa e o que se faz. Em muitos casos, basta que haja incoerência entre o que se diz sentir e o que se mostra sentir. Por exemplo, parece-me muito possível a seguinte afirmação: «Ele diz que adora crianças, mas é tudo hipocrisia: não liga nenhuma ao neto, é incapaz de passar cinco minutos com a criança ou de a levar a passear com ele.» Ou seja, a hipocrisia, neste caso, é de facto uma mentira, mas uma mentira de uma pessoa sobre os seus sentimentos ou o seu caráter — que cria dissonância entre o que se diz ser e o que se revela ser. Mas será possível considerar hipócrita alguém que diz que adora futebol e se constata que nunca vai a um jogo, não compra jornais desportivos e não vê jogos de futebol na televisão? Creio que, neste caso, «mentiroso» talvez seja um epíteto mais provável para uma pessoa assim — mesmo que ele estivesse a tentar seduzir alguém dizendo-se apreciador de futebol. 

A conclusão desta breve tentativa de tentar definir o significado de hipocrisia através do seu uso real não foi muito animadora... E ainda não sei bem o que se quer dizer com hipocrisia…

Interesse e fraqueza

Nas definições do CNRLT que citei atrás, a expressão «na maioria das vezes por interesse» chamou-me a atenção para um facto simples que eu tinha deixado de lado na minha reflexão: pode também ser-se hipócrita por fraqueza ou cobardia , por não se ser capaz de assumir publicamente uma posição desviante em relação à moral dominante ou por não ter a força de agir de acordo com o que se considera ser correto. A hipocrisia que daqui resulta difere da mais difundida noção de «hipocrisia por interesse» no controlo que o hipócrita tem das suas ações. Para não fugirmos aos exemplos anteriores, pode acontecer que uma pessoa que não tenha a coragem de assumir publicamente que defende a liberdade sexual, ou até que a monogamia é impossível ou malsã, pratique às escondidas o que não tem coragem de assumir publicamente. E pode acontecer que quem ache sinceramente que deve praticar a monogamia não o consiga fazer, deixando-se cair em tentação contra as suas convicções.

Uma pessoa que defenda que a cobardia é, por si, um defeito, achará criticável esta hipocrisia, quanto mais não seja como falha de caráter, já que, para essa pessoa, todos têm o dever de assumir a responsabilidade do seu quadro moral, mesmo quando ele é desviante em relação à moral dominante; mas quem, como eu, ache que a cobardia, como a valentia e tudo o que fica no meio, acontecem n uma pessoa , acontecem a uma pessoa , estando fora do controlo da sua vontade, não achará criticável este traço de personalidade — não mais do que ser mais ou menos inteligente, forte ou fraco, introvertido ou extrovertido, dotado para a música ou não, etc. É natural que quem se sinta incapaz de assumir o que pensa ou de levar à prática o que acha correto sofra com isso e pode, por isso, considerar-se problemática esta situação. Mas como se a pode criticar moralmente?

Várias perspetivas morais

Parece-me que, num quadro moral assente numa lista de virtudes a priori que se devem cultivar, uma ética das virtudes , surge naturalmente uma crítica da hipocrisia, em qualquer das suas aceções, porque a hipocrisia revela, neste quadro, uma falta — de honestidade, sinceridade, integridade, coragem, etc. Mas, e se se preferir julgar o valor moral de qualquer ação ou padrão de ação a partir de princípios éticos universais? Ou se se preferir antes julgar a moralidade dos atos pelas suas consequências?

À partida, pode pensar-se que a hipocrisia assenta na mentira e, se se considerar que a verdade é, precisamente, um dos valores universais que deve presidir a qualquer código moral, a hipocrisia é condenável. Mas será que a hipocrisia é sempre uma mentira? 

Se se considerar hipocrisia dizer ou mostrar ter opiniões, sentimentos ou qualidades que não se tem de facto, então hipocrisia é mentira , simplesmente. Se se considerar antes que, para haver hipocrisia, tem de haver uma contradição entre o que se diz que se deve fazer e o que se faz de facto, o hipócrita só mente sobre a sua verdadeira posição moral se ela for contra aquilo em que conscientemente acredita: «Eu acho que se deve respeitar a monogamia no casamento…» é mentira se o hipócrita de facto não achar que se deve. Mas é interessante notar que não é necessário haver mentira para que haja hipocrisia. Uma pessoa que acredite realmente que não se deve ter sexo fora do casamento e tem sexo fora do casamento por fraqueza (por paixão, por exemplo), mas nunca nega que o teve, não mente, mas pode ser acusado de hipocrisia. Uma pessoa que acredite que não há mal em ter sexo fora do casamento, mas que nunca o afirma, aparentemente assumindo, por omissão, o que vigora na sua comunidade, por medo de que isso lhe cause problemas, insegurança ou conflitos, e que tem, de acordo com a sua convicção, relações fora do casamento, também não mente. Ou então considera-se que há mentira por omissão. Muitos consideram, porém, que a mentira por omissão é desculpável quando se trata de evitar consequências negativas da assunção da verdade. Evidentemente, é diferente não exprimir opinião sobre a fidelidade conjugal ou não exprimir opinião sobre um genocídio; e também é diferente ficar calado para agradar a um grupo de amigos, para não perder o emprego, para não ir preso ou para não ser morto. Haveria que analisar a mentira por omissão caso a caso…

Pode também acusar-se os hipócritas de ter uma moral dupla , o que viola, obviamente, a universalidade e a imparcialidade dos princípios morais [5] . A ideia é que o hipócrita não aplica a si próprio os princípios morais que aplica aos outros. Sem mais desenvolvimento, pelo menos, este argumento é muito discutível: que os hipócritas não cumpram os princípios morais que defendem não implica que defendam que a si próprios se apliquem outros princípios morais… 

Numa perspetiva consequencialista , há quem ache que a hipocrisia pode gerar cinismo, falta de confiança e ceticismo relativamente a ética e moral em geral, e decadência moral, incluindo desvalorização dos ideais que o hipócrita diz promover, sobretudo se vier de pessoas com posições de autoridade ou influência — modelos de conduta, portanto. Parece-me uma crítica sensata, na fração dos casos de hipocrisia a que se aplica: se as pessoas responsáveis por difundir normas (institucionais, morais, etc.), e/ou por as fazer respeitar, não seguirem elas próprias essas normas, espalha-se a perceção de que essas normas não são verdadeiras normas, apenas pseudopreceitos que se podem descartar sem problemas.

Mas enfim, não me parece, com isto tudo, que a hipocrisia seja o maior de todos os pecados e creio que há problemas muito maiores a resolver para que o sol nasça igual para todos. E depois, e isso raramente é referido, a hipocrisia é, em certa medida, necessária ou, pelo menos, recomendável. Ou, talvez melhor, deixem-me reordenar os elementos da frase: é necessária, ou pelo menos recomendável, uma certa medida de hipocrisia.

O lado positivo da «hipocrisia»

Sempre ouvi dizer que quando não se tem nada de positivo a dizer de alguém ou alguma coisa, é melhor não dizer nada. Trata-se, dirão alguns, de um apelo ao cinismo e à hipocrisia (fica ainda também por estabelecer a diferença exata entre os dois termos, que também se confundem às vezes no seu uso…). Não há dúvida de que quem considere que é dever de cada um revelar sempre o que pensa ou sente não pode deixar de criticar esta máxima. Mas a verdade é que, em última análise, é muito difícil viver-se num mundo em que todos revelem sempre o seu íntimo. É esse o terror, de facto, da leitura de pensamentos: não poder omitir julgamentos e afetos.

Imaginemos, por exemplo, que digo a alguém que me pede uma opinião sobre a sua muito empenhada tentativa de ser artista: «Não vou ser hipócrita, não gosto nada da tua pintura.» Não é o fim do mundo, mas é uma situação que se pode evitar. E responder com uma evasiva ou simplesmente mentir não revela forçosamente falta de caráter ou apenas vontade de agradar. Pode mostrar também alguma forma de respeito, ou, pelo menos, vontade de não magoar. Mas não falo só de mentiras destas (que, como referi atrás, nem sequer estou certo de que se possam considerar verdadeira hipocrisia), mas de todo o esconder de emoções, atitudes ou opiniões de que é feita a vida quotidiana, mostrando, em vez de irritação e desacordo, afabilidade. Todos encontramos a toda a hora coisas de que não gostamos nada e até mesmo que nos irritam. Mesmo quem achar que uma pessoa deve ter a coragem de assumir em público as suas opiniões, por muitos dissabores que isso lhe traga, não achará que se deve dizer a alguém que se ofereceu para nos ajudar a fazer a salada que nos irrita a maneira como ela está a cortar os legumes e nem, mesmo sem dizer nada, mostrar irritação. Deve-se, isso sim, sorrir e agradecer. Ninguém achará bem revelar, a uma pessoa que nos mostra, entusiasmada, uma canção de que gosta muito, que achamos a canção horrível. 

A lista é sem fim. A vida quotidiana está cheia de pequenas e grandes irritações causadas pelos outros e pequenos e grandes desacordos com eles. Há pessoas sem filtros, que revelam sempre o que sentem por coisas e pessoas, e isso é frequentemente problemático. Vale mais a pequena dose de hipocrisia necessária a tornar vivível o quotidiano. 




  

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[1] António Aleixo, Este livro que vos deixo. Lisboa: Ed. Notícia, 1994

[2] Molière, Don Juan, ou le Festin de pierre, Paris: Firmin-Didot et Cie, 1890 (traduzo eu) 

[3] Este significado mais vasto e mais simples derivaria, aliás, diretamente da etimologia última: o grego ὑπόκρισις ( hupokrisis ), significava «ato de representar; papel do ator». Há que ter sempre cuidado, porém, para não cair na chamada falácia etimológica — o significado atual de uma palavra pode não ser o significado do seu étimo, mas resulta antes da maneira como é usada agora pelos falantes da língua.

[4] Embora seja de louvar o rigor da divisão do conceito em duas entradas, podemos lidar com os dois conceitos à uma: a hipocrisia de uma atitude, promessa, olhar ou sorriso é a hipocrisia de quem age, promete, olha ou sorri, da mesma forma que a rapidez de um movimento é a rapidez de quem se move, etc.

[5] Aliás, em dinamarquês, língua em que não há um cognato de hipócrita , uma expressão que pode traduzir a palavra portuguesa é dobbeltmoralsk, «de dupla moral». Outras são skinhellig, literalmente «de santidade superficial», que quer dizer (traduzo a definição do dicionário) «que prega moral ardentemente, sem cumprir o que prega», e hyklerisk, deverbal do verbo hykle , que significa (mais uma vez, tradução da definição do dicionário) «mentir relativamente aos seus sentimentos e opiniões para obter a simpatia de outrem ou outros benefícios».

Ilustração: Grandville: « Misère, hypocrisie, convoitise », 1828 ou 1829, Wikimédia Commons, daqui

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